“A coragem nunca foi questão de músculos. Ela é uma questão de coração. O músculo mais duro treme diante de um medo imaginário. Foi o coração que pôs o músculo a tremer.” (Gandhi)
E uma das imagens, que mais marcaram o mundo nessa semana, foi essa:
Indignados com complexa realidade Agrária,camponeses protestaram na Índia. Dessa vez eles bloquearam uma estrada de ferro.Existe uma problemática quando nos referimos a real situação no campo.
Quando vi essa imagem,logo me perguntei : O que as levou a tal?
É preciso conhecer a história política e social da Índia para encontrar respostas.
Para entender:
"A Índia é um país localizado na Ásia Meridional (faz fronteira com Paquistão, China, Nepal...) e comporta a segunda maior população mundial, com mais de 1,1 bilhão de pessoas.
Sua independência foi decretada oficialmente em 1947, mas na verdade, este período do pós-II Guerra Mundial representou apenas a passagem de sua condição de colônia inglesa à de semi-colônia.
Por isto mesmo, os problemas mais elementares do povo nunca foram resolvidos. As massas continuaram submetidas ao feudal sistema de castas, recebendo salários de fome e amargando as mais perversas mazelas sociais. Segundo dados oficiais: 27,5% da população total vive abaixo da linha da pobreza; quase 50% das crianças com menos de 5 anos são subnutridas; 34,9% da população acima de 15 anos é analfabeta; 69% da população não conta com saneamento básico; 33% das casas não têm energia elétrica.
(...) E é precisamente a existência desse Partido, que dirige a invencível Guerra Popular há quatro décadas, o que tem permitido os avanços em todos os aspectos da vida do povo indiano, naquelas bases de apoio em que nasce um novo poder. Desde a alfabetização universal, passando pela abolição do anacrônico regime de castas, a expropriação dos latifundiários e distribuição das terras aos camponeses, a defesa dos direitos dos povos tribais, todas essas são conquistas do processo revolucionário. E sabemos que esse caminho trilhado atualmente pelo povo indiano é o único caminho possível para os povos se libertarem."
Fontes :